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eSports podem ser considerados esportes olímpicos à partir de 2024


Já passou o tempo em que esportes eletrônicos eram uma atividade apenas recreativa entre amigos. Os melhores do mundo disputam competições milionárias de grande reputação e isso chamou a atenção até mesmo dos organizadores das Olimpíadas. O comitê responsável pela candidatura dos Jogos de Paris 2024 deixou em aberto uma possível entrada dos esportes eletrônicos nas Olimpíadas daqui a sete anos.

Segundo Tony Estangue, importante membro do comitê da candidatura francesa, há abertura para conversas com representantes dos esportes eletrônicos espalhados pelo mundo. “Os jovens estão interessados em e-Sports e este tipo de coisa. Vamos dar uma olhada nisso, iremos conversar com eles. Vamos ver se conseguimos estabelecer algumas pontes (entre os e-Sports e a Olimpíada)”, disse Estangue em entrevista para Associated Press.

Essa notícia é reflexo do crescimento do e-sports em todo mundo e, em parte, isso só é possível com apoio de empresas sérias e destinadas a ajudar o esporte a crescer. Profissionais de esportes mentais mais estabilizados, como o poker, também tem uma parcela de mérito nesse crescimento. Só para citar dois exemplos, André Akkari e Felipe Mojave – dois melhores brasileiros na modalidade – engajaram-se em aulas para equipes brasileiras de eSports – a interação entre os games e o poker parece dar bastante certo. Ainda, empresas como a Red Bull e Old Spice apoiam diretamente o ramo dos eSports. Ao longo do próximo ano, espera-se que cerca de 145 milhões novos fãs cheguem para as modalidades que envolvem games e competição.

As cifras que os esportes eletrônicos giram também impressionam e servem como reflexo do crescimento do videogame em competições pelo mundo. Só neste ano, por exemplo, a expectativa é que o mercado dos e-sports lucre US$ 700 milhões.

Apesar de todo sucesso, não é nada simples tornar-se esporte olímpico, e para adicionar qualquer esporte novo, as autoridades francesas teriam que obter apoio do COI (Comitê Olímpico Internacional). E o presidente da entidade, o alemão Thomas Bach, não pareceu muito otimista para o futuro dos e-sports nas Olimpíadas de Paris.

“Nós ainda não sabemos 100 % se os e-sports realmente são esportes no que diz respeito à atividade física e ao que precisa ser considerado esporte”, disse Bach ao portal Inside the Games. “Não vemos uma organização ou uma estrutura que nos dê confiança ou garanta que, nessa área, as regras e valores olímpicos do esporte sejam respeitados, e também que a implementação dessas regras seja monitorada e protegida”, completou o alemão.

Como apontou Bach, há uma série de exigências a serem seguidas, dados exemplos de outros esportes, como futsal e boliche, que estão há vários anos tentando se tornar olímpicos e que ainda não conseguiram.

Além disso, ainda não se sabe por completo quais jogos serão apresentados, pois os títulos escolhidos entre 2019 e 2024 precisam ser populares. Games com grandes apelos como FIFA e League of Legends se encaixam nessa demanda, mas a dúvida que paira é se existirão mais títulos similares com tão alcance até os Jogos Olímpicos de Paris. Esta é uma das várias grandes questões que os organizadores de Paris e o COI ainda terão de analisar e responder.

Tornando ou não esporte olímpico, o fato de serem mencionados para tal possibilidade já é de grande avanço para os e-sports, até mesmo para aumentar sua visibilidade e atenção na mídia, visto que essa notícia se espalhou por diversos veículos de comunicação pelo mundo.




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